
Guias de viagem
Moeda do Paraguai: como pagar, onde trocar e o que levar
A moeda oficial é o guarani, com notas de 2.000 a 100.000. Mas no dia a dia da viagem você vai usar quatro coisas diferentes, e o erro caro é descobrir tarde qual delas não funciona no balcão onde você está.
A resposta curta
A moeda do Paraguai é o guarani, e o Banco Central do Paraguai é quem o emite. Na prática, quem viaja lida com quatro formas de pagamento ao mesmo tempo: guarani, real, dólar e cartão. Cada uma resolve uma parte do dia, e nenhuma resolve o dia inteiro. O que decide não é a cotação: é o balcão onde você está.
| A moeda oficial | O guarani, escrito Gs. ou ₲. É o signo monetário do Paraguai desde 5 de outubro de 1943, segundo o Banco Central do Paraguai |
| As notas em circulação | 2.000, 5.000, 10.000, 20.000, 50.000 e 100.000 guaranis, conforme o BCP. A de 100.000 é a mais usada do país |
| As moedas | 50, 100, 500 e 1.000 guaranis. Servem para troco, estacionamento e ônibus urbano, e quase nada mais |
| O real | Circula com naturalidade no comércio de Ciudad del Este e da faixa de fronteira. Em Assunção, muito menos |
| O dólar | É a moeda de referência de preços altos: hotel, turismo, eletrônico caro, transporte contratado. Aceito em muito mais lugares que o real |
| O cartão | Funciona em shopping, hotel, restaurante de cidade e loja formal. Não funciona em feira, ônibus, pedágio, gorjeta e estacionamento de rua |
| Quando só o guarani em dinheiro serve | Multa migratória, feira, ônibus urbano, banheiro de rodoviária, guardador de carro e a maioria das gorjetas |
| Como a gente cobra | Preço fechado por veículo, cotado em dólares. Sinal de 30% para reservar e o saldo depois. Também aceitamos guaranis, reais e pesos argentinos |
| O que este post não traz | Cotação. O câmbio muda todo dia e publicar um número aqui seria mentir para você amanhã de manhã |
O guarani, sem mistério e sem susto com os zeros
A pergunta chega quase toda semana no nosso WhatsApp, e chega sempre na mesma forma: “que dinheiro eu levo para o Paraguai?”. A resposta honesta é que a moeda do país é o guarani, mas que você provavelmente vai sair do Paraguai tendo usado quatro coisas diferentes na mesma viagem, e que o problema real não é qual delas é melhor, e sim saber de antemão em que balcão cada uma funciona.
O guarani é o signo monetário do Paraguai desde 5 de outubro de 1943, conforme o próprio Banco Central do Paraguai. Escreve-se Gs. ou com o símbolo ₲, e a primeira coisa que assusta o brasileiro é a quantidade de zeros. A nota de maior valor é a de Gs. 100.000 e a menor, de Gs. 2.000: os números são grandes porque a unidade é pequena, não porque as coisas sejam caras.
O truque mental que funciona é ignorar os três últimos zeros e trabalhar em “mil”. Os paraguaios fazem exatamente isso quando falam: “quarenta e cinco” quer dizer Gs. 45.000. Se você pensar em milhares, o preço passa a caber na cabeça e você para de conferir a nota três vezes no caixa.
A segunda coisa que confunde é que o Paraguai convive com moedas estrangeiras de um jeito que o Brasil não conhece. Preço de hotel em dólar, preço de eletrônico em dólar, vitrine com etiqueta em real na fronteira e troco em guarani. Isso não é desorganização: é uma economia de fronteira funcionando. O que você precisa é de um plano, e um plano cabe em três frases: leve dólar para trocar, use cartão nos lugares formais e tenha sempre guarani em dinheiro no bolso.
As notas e moedas que você vai ter na mão
Denominações em circulação segundo a página de billetes y monedas do Banco Central do Paraguai, bcp.gov.py, consultada em 28 de setembro de 2026. A coluna da direita é nossa, e vem de dez anos levando passageiro.
| Denominação | O que é | Para que serve na prática |
|---|---|---|
| Gs. 100.000 | A maior nota do país | Hotel, jantar, compra grande. É a nota mais demandada do Paraguai: 45,7% do total em circulação em dezembro de 2024, segundo o BCP. Taxista e feirante costumam não ter troco para ela |
| Gs. 50.000 | Nota alta de uso comum | Almoço, farmácia, supermercado. É a que sai do caixa eletrônico e a que você mais vai quebrar |
| Gs. 20.000 | A nota mais útil da carteira | Corrida curta, lanche, gorjeta de restaurante, entrada de museu. Guarde várias |
| Gs. 10.000 | Nota de troco do dia | Ônibus, café, água, gorjeta de carregador de mala |
| Gs. 5.000 e Gs. 2.000 | Notas pequenas | Guardador de carro, banheiro de rodoviária, feira, troco de balcão |
| Moedas de 1.000, 500, 100 e 50 | As quatro moedas em circulação | Troco, estacionamento e ônibus urbano. Não serve para quase mais nada e pesa: gaste antes de voltar |
Os valores de 2.000, 5.000 e 10.000 guaranis circulam em polímero, um plástico que aguenta bolso molhado e amassado. As notas de 20.000, 50.000 e 100.000 são de papel.
Vale saber de uma mudança que está em curso. O Banco Central do Paraguai anunciou uma nova família de billetes, apresentada em 5 de outubro de 2026, no aniversário de 83 anos da moeda, com distribuição a partir do primeiro trimestre de 2027. As denominações continuam as mesmas, os tamanhos passam a ser decrescentes (a de 100.000 é a maior) e o 10.000 migra para o polímero, segundo a cobertura do ABC Color de 10 de setembro de 2026.
O ponto importante para quem viaja é este: as notas atuais não saem de circulação. Vão conviver com as novas. Ou seja, se você tem guarani guardado de uma viagem anterior, ele continua valendo, e ninguém pode recusá-lo por ser do modelo antigo.
Real e dólar: onde funcionam e onde não funcionam
Essa é a parte que mais custa dinheiro de verdade ao viajante brasileiro, porque pagar na moeda errada no lugar errado é aceitar o câmbio que o comerciante inventar.
Onde a moeda estrangeira costuma ser aceita
- Lojas de importados de Ciudad del Este, que precificam em dólar e aceitam real com naturalidade porque quase todo cliente vem de Foz.
- Shoppings e galerias da faixa de fronteira, inclusive com maquininha que processa em real.
- Hotéis e pousadas, especialmente os que trabalham com turista estrangeiro: a diária costuma já estar cotada em dólar.
- Serviços de turismo contratados com antecedência, como o nosso: cotamos em dólar e recebemos em guarani, real ou peso argentino.
- Casas de câmbio, obviamente, que são o lugar certo para transformar o que você trouxe em guarani.
Onde você vai precisar de guarani
- Feira, mercado municipal, banca de rua e qualquer comércio informal: o câmbio do balcão ali é sempre pior e o troco vem em guarani mesmo.
- Ônibus urbano, táxi de rua, guardador de carro e pedágio de estrada.
- Assunção em geral. Fora da fronteira, oferecer real gera silêncio educado: não é a praça do real.
- Restaurante de bairro, padaria, farmácia de esquina e tudo que não seja voltado ao turista.
- A multa migratória de saída, que é o caso extremo e tem parágrafo próprio mais abaixo neste post.
A regra prática que a gente dá a quem vem passar o dia comprando: pague em dólar ou real onde a etiqueta já está nessa moeda, e pague em guarani onde a etiqueta está em guarani. Converter na direção contrária, no balcão, sempre custa. Quanto essa diferença pesa em cada categoria de produto está detalhado em comprar em Ciudad del Este.
Cartão no Paraguai: onde passa e onde não passa
Cartão de crédito e débito internacionais funcionam bem no Paraguai formal. O problema é que boa parte do dia da viagem acontece no Paraguai informal.
- Passa sem drama: shopping, loja de rede, supermercado, hotel, restaurante de cidade, farmácia grande, posto de combustível de bandeira e agência de turismo.
- Passa, mas com pergunta antes: lojas menores de Ciudad del Este, que às vezes cobram acréscimo para cartão ou preferem dinheiro. Pergunte o preço à vista antes de decidir.
- Não passa: ônibus urbano, feira, guardador de carro, banheiro público, gorjeta, pedágio de estrada, barraca de comida e boa parte dos táxis de rua.
- Aplicativos de transporte: funcionam em Assunção e aceitam cartão cadastrado, o que resolve o trajeto curto sem dinheiro na mão. Fora das capitais a cobertura é irregular.
- Caixas eletrônicos: existem em aeroporto, shopping e centro das cidades, e a maioria entrega guarani. Alguns entregam dólar. Cada banco cobra a sua tarifa de saque internacional, e ela não é um dado nosso: confirme com o seu banco antes de viajar.
- Avise seu banco: compra internacional em cidade de fronteira é exatamente o perfil que dispara bloqueio antifraude. Um aviso de viagem no aplicativo evita o cartão travado no meio do shopping.
- Leve dois cartões, de bandeiras diferentes, e não guarde os dois no mesmo lugar. É a dica mais chata e a que mais salva viagem.
Como chegar com o dinheiro resolvido
O roteiro que a gente passa para quem pergunta, na ordem em que as decisões aparecem.
- 1
Saia de casa com dólar em espécie, não com guarani
Comprar guarani no Brasil costuma sair pior, porque é moeda de pouca liquidez fora do país. Dólar em espécie você troca no Paraguai com facilidade, em qualquer casa de câmbio de shopping ou de centro.
- 2
Troque só o que vai gastar em dinheiro
Guarani não é moeda que se leva de lembrança: o que sobrar você vai trocar de volta com perda. Calcule os gastos de balcão informal do roteiro e troque isso, não a viagem inteira.
- 3
Troque em casa de câmbio, nunca com cambista de calçada
As casas de câmbio de Ciudad del Este, de Encarnación e dos shoppings de Assunção são formais, dão comprovante e mostram a cotação no painel. O câmbio de rua é onde acontecem as notas falsas e o troco errado.
- 4
Peça notas menores ao trocar
Se você trocar tudo e receber um maço de 100.000, vai passar a viagem ouvindo “não tenho troco”. Peça uma parte em 20.000 e 10.000. É gratuito e muda o dia.
- 5
Separe o dinheiro do dia do dinheiro da viagem
Uma carteira com o gasto do dia, o resto no cofre do hotel ou na mala. Vale em qualquer país, e vale mais em cidade de fronteira com muito movimento.
- 6
Guarde um colchão em guarani para a saída
Gorjeta, última água, guardador de carro e, no pior cenário, a multa migratória. Gs. 100.000 no bolso no dia da volta é o seguro mais barato da viagem.
Se você chega de avião, o caminho do aeroporto até o hotel é justamente o momento em que ainda não deu tempo de trocar nada. Por isso o nosso transfer do aeroporto de Assunção é preço fechado a partir de USD 49 por veículo, com pagamento antecipado por link: você desce do avião sem precisar de dinheiro na mão nem de fila de câmbio às três da manhã.
As horas em que só guarani em dinheiro resolve
Existe uma lista curta de situações no Paraguai em que cartão não passa, dólar não serve e real não adianta. São poucas, mas são justamente as que pegam o viajante desprevenido, porque acontecem fora do comércio.
A mais cara é a multa migratória. Quem entra no Paraguai e fica além do prazo autorizado paga multa na saída, e o valor que vemos aplicado é de Gs. 669.012. Ela se paga em dinheiro e em guarani, no posto migratório, e não existe maquininha nem aceitação de real ou dólar naquele guichê. É a única situação em que a falta de guarani no bolso pode literalmente travar a sua saída do país. O detalhe dos prazos e de quem precisa do quê está em documentação para entrar no Paraguai.
Depois vêm as pequenas, que somadas fazem o dia. O guardador de carro, figura onipresente no centro de Assunção e de Ciudad del Este, trabalha com Gs. 5.000 ou Gs. 10.000 na mão. O banheiro da rodoviária cobra moeda. O ônibus urbano é dinheiro. A feira e o mercado municipal são dinheiro, inclusive porque ali o preço sobe quando você mostra cartão. E a gorjeta de restaurante, que no Paraguai gira em torno de 10% e costuma não vir na conta, é dinheiro.
Há ainda um caso que quase ninguém antecipa: a estrada. Entre Assunção e Ciudad del Este há pedágio, e pedágio de rodovia paraguaia é guarani em espécie. Quem aluga carro e sai sem dinheiro descobre isso na cabine. Nos nossos traslados isso não é problema seu, porque o pedágio já está incluído no preço fechado, mas se você for dirigindo, leve notas pequenas.
A regra que a gente repete para todo passageiro é simples: tenha sempre o equivalente a um jantar em guarani no bolso, mesmo que você planeje pagar tudo no cartão. Não é superstição, é a diferença entre um contratempo de dois minutos e um problema de duas horas.
Como a gente cobra, e em que moeda
Preços do nosso tarifário de agosto de 2026, por veículo e não por passageiro, com combustível, pedágios e motorista incluídos. Cotamos em dólares e recebemos em várias moedas.
| Trecho | Distância e tempo | Sedã, 1 a 3 | Minivan, até 7 | Sprinter, 8 a 14 |
|---|---|---|---|---|
| Aeroporto de Assunção, centro | cerca de 15 km, 25 a 40 min | Desde USD 49 | Sob consulta | Sob consulta |
| Assunção, Ciudad del Este | 327 km, 4 h 30 min a 5 h | USD 347 ida, USD 539 ida e volta | USD 397, USD 672 | USD 858 |
| Assunção, Foz do Iguaçu | 340 km, 5 a 6 h com a fronteira | USD 417 ida, USD 707 ida e volta | USD 497, USD 847 | USD 892 |
| Assunção, Encarnación | 370 km, 5 a 5 h 30 min | USD 417 ida, USD 707 ida e volta | USD 497, USD 847 | USD 970 |
| Assunção, Puerto Iguazú | 350 km, 5 h 30 min a 6 h 30 min com duas fronteiras | USD 447 ida, USD 763 ida e volta | USD 527, USD 896 | USD 918 |
O preço é por veículo, não por passageiro: o sedã leva de 1 a 3, a minivan Hyundai H1 até 7 e a Mercedes Sprinter de 8 a 14. No transfer do aeroporto, a primeira mala por passageiro está inclusa, a mala extra custa USD 5, a espera de cortesia é de 30 minutos e depois disso são USD 10 por hora.
A reserva se confirma com um sinal de 30% e o saldo fica para depois. O pagamento é por link e aceita cartão, transferência, carteira digital e cripto, e também recebemos em guarani, real e peso argentino. Ou seja: o transporte é exatamente a parte da viagem em que você não precisa se preocupar com moeda, porque ela fica fechada antes de você embarcar.
Quando vale nos chamar, e quando não vale
Somos transporte privado, não casa de câmbio e não banco. Vale dizer onde a gente resolve o seu problema de dinheiro e onde não resolve.
Vale
- Você chega de madrugada e não quer procurar câmbio nem negociar táxi com a mala na mão.
- Vocês são três ou mais: o preço é por veículo, então dividir muda a conta inteira.
- Você vai comprar em Ciudad del Este e quer o carro esperando, sem carregar sacola nem dinheiro pela rua.
- Você quer o custo do transporte travado em dólar antes de viajar, em vez de depender do câmbio do dia.
- Você vem de fora, não fala espanhol e prefere não lidar com pedágio, fronteira e troco em guarani.
Não vale
- Você está em Assunção e vai fazer um trajeto curto dentro da cidade: aplicativo ou táxi resolve por muito menos.
- Você viaja sozinho, com orçamento apertado, e o ônibus de linha entre Assunção e Ciudad del Este faz o trecho em cerca de 5 horas por uma fração do preço.
- Você quer que a gente troque dinheiro por você: não fazemos isso, e nenhuma empresa de transporte séria deveria fazer.
- Você quer conselho sobre cotação ou sobre o melhor dia para trocar. Não damos: não é o nosso ofício e quem promete isso está chutando.
- Você só precisa de um traslado de hotel a shopping em Ciudad del Este, com o hotel a dez minutos. Nesse caso é dinheiro jogado fora.
Por que este post não traz a cotação, e onde você a encontra
Você provavelmente chegou aqui procurando também quanto vale o dólar ou o real em guarani. A gente entende, e escolheu deliberadamente não publicar esse número. A cotação muda todos os dias úteis e às vezes dentro do mesmo dia. Qualquer valor que ficasse escrito nesta página estaria errado amanhã, e um número errado sobre dinheiro é pior do que número nenhum.
O lugar certo para olhar é o Banco Central do Paraguai, em bcp.gov.py, que publica a cotação referencial, e o painel da casa de câmbio onde você vai trocar, que é a taxa que efetivamente vale para você. Entre as duas costuma haver uma diferença, e é normal: a referencial é estatística, a do balcão é comercial.
Vale também desconfiar de uma comparação fácil. A cotação melhor não é necessariamente a do lugar mais anunciado. Vale a pena olhar duas ou três casas de câmbio no mesmo shopping antes de trocar um valor alto, e desconfiar de qualquer taxa que esteja muito acima das outras, porque em câmbio a oferta boa demais costuma vir com nota falsa ou com uma comissão que aparece só na hora.
O que não muda, e por isso a gente publica, são os nossos preços. Eles saem do tarifário de agosto de 2026, estão em dólares, são por veículo e incluem combustível, pedágios e motorista. Se você quer um pedaço da viagem com custo previsível, começa por aí. O resto, o Paraguai resolve com uma carteira organizada e um pouco de guarani no bolso.
Para entender de onde vêm os preços do país e quanto realmente custa a viagem inteira, vale o guia completo de Ciudad del Este, que explica a cidade onde a maioria dessas contas acontece.
Perguntas frequentes
O que as pessoas realmente perguntam pelo WhatsApp antes de viajar ao Paraguai.
Qual é a moeda do Paraguai?
O guarani, escrito Gs. ou com o símbolo ₲. Segundo o Banco Central do Paraguai, é o signo monetário do país desde 5 de outubro de 1943. As notas em circulação são de 2.000, 5.000, 10.000, 20.000, 50.000 e 100.000 guaranis, e as moedas de 50, 100, 500 e 1.000.
Dá para pagar em real no Paraguai?
Em Ciudad del Este e na faixa de fronteira, sim, na maior parte do comércio voltado ao brasileiro, e muitas lojas têm até maquininha que processa em real. Em Assunção, bem menos: ali o real não é moeda de praça. Fora do comércio, como em ônibus, feira e guardador de carro, real não serve em lugar nenhum do país.
É melhor levar dólar ou real?
Dólar em espécie, se a ideia é trocar. É a moeda de referência do Paraguai, tem cotação em qualquer casa de câmbio e é o que a maioria dos hotéis e das lojas de importados usa para precificar. O real resolve na fronteira, mas perde valor à medida que você se afasta dela.
Onde trocar dinheiro no Paraguai?
Em casas de câmbio formais, que existem em shoppings, no centro de Ciudad del Este, no centro de Encarnación e em Assunção, e que mostram a cotação em painel e dão comprovante. Evite cambista de calçada: é onde aparecem nota falsa e troco errado. Caixas eletrônicos também entregam guarani, com a tarifa que o seu banco cobrar.
Preciso trocar dinheiro antes de viajar?
Não. Comprar guarani no Brasil costuma sair pior, porque é moeda pouco negociada fora do Paraguai. O caminho mais eficiente é levar dólar em espécie e trocar por guarani já no país, só o valor que você vai gastar em dinheiro.
Cartão de crédito funciona no Paraguai?
Sim, no comércio formal: shopping, hotel, supermercado, restaurante de cidade, posto de bandeira e agência de turismo. Não funciona em ônibus urbano, feira, pedágio, gorjeta, banheiro público e guardador de carro. Avise seu banco antes de viajar, porque compra em cidade de fronteira costuma disparar bloqueio antifraude.
Tem caixa eletrônico no aeroporto de Assunção?
Sim, há caixas no aeroporto, e também em shoppings e no centro das cidades. A maioria entrega guarani e alguns entregam dólar. A tarifa de saque internacional é do seu banco, não do Paraguai, e varia bastante: confirme antes de viajar, porque é o custo escondido mais comum da viagem.
Quanto dinheiro em guarani devo levar no bolso?
A nossa regra prática é ter sempre o equivalente a um jantar em guarani, mesmo que você planeje pagar tudo no cartão. Isso cobre gorjeta, ônibus, guardador de carro, banheiro de rodoviária e a feira, que são justamente as situações em que cartão e moeda estrangeira não servem.
Existe alguma situação em que só aceitam guarani em dinheiro?
Sim, e a mais cara é a multa migratória de quem fica além do prazo autorizado: o valor que vemos aplicado é de Gs. 669.012, pago em dinheiro e em guarani no posto migratório, sem maquininha e sem aceitação de real ou dólar. Fora isso, ônibus urbano, feira, pedágio de estrada, guardador de carro e gorjeta também são guarani em espécie.
O guarani vai mudar? Minhas notas antigas continuam valendo?
O Banco Central do Paraguai anunciou uma nova família de billetes, apresentada em 5 de outubro de 2026, com distribuição a partir do primeiro trimestre de 2027, mesmas denominações e novos tamanhos e materiais, segundo a cobertura do ABC Color de 10 de setembro de 2026. As notas atuais não saem de circulação: vão conviver com as novas. Se você tem guarani guardado, ele continua valendo.
Qual é a cotação do guarani hoje?
Não publicamos cotação, de propósito: ela muda todo dia útil e um número escrito aqui estaria errado amanhã. Consulte a cotação referencial no site do Banco Central do Paraguai, em bcp.gov.py, e compare com o painel de duas ou três casas de câmbio antes de trocar um valor alto.
Em que moeda vocês cobram os traslados?
Cotamos em dólares, com preço fechado por veículo e não por passageiro, incluindo combustível, pedágios e motorista. Também aceitamos guaranis, reais e pesos argentinos. A reserva se confirma com 30% de sinal e o saldo fica para depois.
Como se paga a reserva com vocês?
Por link de pagamento, que aceita cartão, transferência, carteira digital e cripto. Você reserva com 30% de sinal e acerta o saldo depois. É a parte da viagem em que você não precisa se preocupar com câmbio, porque o valor fica travado antes de você embarcar.
Vocês trocam dinheiro ou indicam casa de câmbio?
Não trocamos dinheiro: somos transporte privado e nenhuma empresa de transporte séria deveria fazer câmbio. O motorista conhece as casas de câmbio formais do trajeto e pode parar em uma delas se você pedir na hora da reserva, mas quem decide a taxa e assina o comprovante é você.
Uma carteira organizada resolve o Paraguai
Leve dólar para trocar, use cartão nos lugares formais, tenha sempre guarani em dinheiro no bolso e não converta moeda no balcão de quem está vendendo. Com isso, o país inteiro fica fácil. E se você quiser tirar o transporte da equação, é só dizer a data, o ponto de partida e quantos são: devolvemos um preço fechado, em dólares, com tudo incluído.
As denominações de notas e moedas e a data de criação do guarani saem das páginas oficiais do Banco Central do Paraguai em bcp.gov.py; a participação de 45,7% da nota de Gs. 100.000 refere-se a dezembro de 2024, segundo o BCP; as informações sobre a nova família de billetes saem da cobertura do ABC Color de 10 de setembro de 2026. Tudo consultado em 28 de setembro de 2026 e sujeito a alteração sem aviso. Não publicamos cotação. Nossos preços são por veículo, em dólares, do tarifário de agosto de 2026, com combustível, pedágios e motorista, e o valor da multa migratória é o que vemos aplicado na prática, não uma tabela oficial nossa.
